Morada da Paz

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Familia Lar Doce Lar, que astral!

 

 

Quando fui convidada para fazer o Lar Doce Lar fiquei muito contente e aceitei imediatamente mas jamais poderia imaginar a história que estava por vir….

Assim , aqui começa um verdadeiro conto….

Aprendi muita coisa e logo de largada, que em Televisão tudo acontece num piscar de olhos , não existe tempo para titubear!

Entre nossa primeira visita a casa da Marlene na cidadezinha de Parapuã  com Luciano Huck e sua equipe  afiada e afinada , até o dia da entrega da casa, foram 15 dias!!!

Isso mesmo, a gente projetou, re-construiu e vestiu a casa em 15 dias!!!!!

Dia 10 de abril, uma quarta feira cedinho chego ao aeroporto de Congonhas em São Paulo, rumo a Presidente Prudente e de lá,  um carro  da Globo me esperava para me levar até um  Hotel pitoresco e aconchegante de Oswaldo Cruz , uma pequena cidade a 15 minutos de Parapuã.

Quando cheguei lá,  encontrei aquela equipe de profissionais que acabariam se tornando uma família do bem para mim , enquanto construíamos o sonho da familia da Marlene.

Estava ali conhecendo alguns, me aproximando mais de outros que tinha acabado de conhecer e sentindo maior energia de frescor e alegria no astral!

Que delicia!

Enquanto eu estava divagando e  meio perdida,  escutei alguém  passando como um foguete,  mais tarde descobri que era a Luli, avisando que o helicóptero do Luciano tinha acabado de pousar e percebi que naquele instante como um cronometro todos estavam a postos!! Achei aquilo o Máximo, tinha uma ordem em comum que tempo não se desperdiça, que é valioso e tinha no ar uma competência de todos e de cada um deles individualmente. Uma integração forte e uma ausência de ego genuína que mais tarde, com a convivência constatei que era real. Em nenhum momento houve discórdia, temperamentos exaltados ou jogo de poder. Nunca houve um falar raivoso ou mau humor. Sempre tudo se resolvia de maneira criativa, todos em harmonia e alegria!! Um ajudava o outro como uma malha trançada, com as pontas firmes e as que ainda estavam soltas iam se fechando com habilidade e foco!

Para mim, foi uma surpresa agradável e vinha de encontro com o que eu e  Serginho acreditamos e vivemos.

Minha primeira reunião com o líder Luciano  foi fácil, rápida, espontânea e forte!

Na minha humilde visão ele é um homem focado, muito inteligente, sensível, veloz, sabe o que quer, o que não quer , tem alegria  no que faz, além de uma  humildade nas entrelinhas de seu comportamento e a generosidade  marcada claramente em sua natureza.

Com tudo isso nada poderia sair errado por que da minha parte eu sabia quem eu era, então, ali começou um trabalho com todos os componentes das melhores especiarias….

Nesse mesmo dia, fui apresentada para a Maratonista, costureira, bordadeira e dona de casa Marlene, seu marido  Dante, alem de seus filhos Mateus de 3 anos, Natalia de 15 anos.

Voltei para São Paulo pensando na história daquela família, de cada um deles e o que mais me chamou a atencão foi que apesar de todas as restrições materias em que eles viviam senti que ali existia o mais importante ingrediente : Existia uma familia de amor e aonde existe AMOR,  há  harmonia e alegria.

Fiquei  muito motivada e mal desci do avião já planejava a execução do projeto  com a arquiteta Carina que me acompanhou em cada passo desse trabalho relâmpago mas profundo que fizemos todos juntos.

Aliás, ela com sua tranquilidade e bom humor lidava de forma sempre positiva com tudo e com todos. Ficamos Best Friend !!!!

Foi uma maratona, eu me sentia em plena gincana nesse processo. Serginho e eu mergulhamos nesse projeto e enquanto tudo isso acontecia nosso Home Office passava por uma reforma geral de piso e pintura, podem imaginar  no estado de alerta e foco que tínhamos que manter?

E assim foi entre compras na Telha Norte, Tok Stok, o tapeceiro  Mozart  fazendo capas de poltronas e  cabeceiras de cama, Paulo pirando nas  cortinas, almofadas e afins alem dos tecidos que escolhemos até a hora de fechar a loja do Maluhy, a gente ia… fechando um dia e abrindo outro com as cúpulas  que desenvolvi com a Angela chegando de  Joenville, o jardim de ervas e frutíferas da Maringá  saindo do papel, as pinturas da Verena, a cartela de cores da Suvinil ou  uma escolha difícil, de tanta coisa linda que tinha, numa imensa linha de cama, mesa e banho da Santista.

EU  sabia que  tinha que ter um  bom maestro  naquela trilha sonora que a cada minuto ficava mais afinada e boa de se ouvir!!!

Eu e o Serginho nos alternávamos entre as madeiras da região, garimpos,  fotografias dos troféus  e todo o mais  enquanto a Flavinha e a Carina corriam no projac com as plotagens, com os restauros que estavam sendo feitos e junto com a Dani o quarto de costura criava vida em cada detalhe que a gente inventava ou executava… parecia uma fábrica de sonhos a milhão e todos as engrenagens eram importantes, vitais e se entrelaçavam entre risadas e sustos divertidos !!!

Isso tudo era amparado numa outra equipe de produção super afiada, séria e competente que agilizava muita coisa com a maestria detalhista e perfeita da Luli e da Barbara . Outras duas figuras importantísimas para mim foram o Leonardo Fiorito, diretor  que me dirigia  com firmeza e paciencia e me ensinou muito alem do Fernando de Castro, roteirista que com sua inteligencia e perspicácia dava o tom da música!

Tanta gente legal…. todos eram importantes, como o João empreiteiro e toda a equipe de obra, o Bom- Bom que me resolvia todos os pepinos sempre com humor e sorriso estampado no rosto, sem falar no Jorge Afonso,  que tem uma habilidade na perfeição, aonde ele põe a mão não tem erro!

Jamais esquecerei do Marcos, motorista que me guiou em toodos os sentidos!!!!

Olha, não posso me lembrar de todos o nomes mas me lembro de todas as faces felizes e satisfeitas desta familia Lar Doce Lar e isso importa muito para mim!!!

Fui para obra na semana seguinte e foi uma farra por que no meio da seriedade do trabalho levei lanchinho Ayurvédico para todo mundo, elixir da saúde e acabamos meditando e cantando… hahahahah

Saimos de lá com todas as dúvidas sanadas e deixamos para trás uma equipe motivada e uma obra a todo o vapor!

Semana seguinte foi uma loucura pois alem de nossa rotina intensa de trabalho tínhamos que montar todo escritório que estava ficando pronto  depois da reforma em dois dias para a gravação de  conteúdo do quadro Lar Doce Lar.

Feito isso, passamos para a ultima semana de obra e assim fui para Parapuã morar lá quase toda a semana…

Foram dias indescritíveis em  manhãs frescas, tardes quentes e  os mais lindos Sunsets que já vi em toda minha vida onde  me embriagava nos degradees  das  cores em  gamas de vermelhos, rosas e liláses  anunciando a noite num azul anil  que só vi na India!

Dias de muito trabalho mas tambem de  grande alegria experimentada por todos que ali estavam, a gente podia sentir no ar!

Tudo parecia fluir como uma magia e assim chegamos no ultimo dia de trabalho intenso em total harmonia e bom humor, tinha horas que eu só escutava meu nome por todos os lados da casa… Neza! Neza! Neza!!!!!

Eu corria de lá para cá atendendo a todos e podia ver que ninguem estava  parado.

Havia ali  um movimento que se movimentava com enorme energia criadora  por tudo e por todos… que sensação deliciosa!

Quando escureceu e tudo estava pronto,  toda equipe foi para o Hotel e só ficamos eu e o Serginho na casa.

Eu gosto de ficar a sós com minha obra quando tudo parece pronto e assim fiz…. na quietude da noite eu andava pela casa com meus pés descalços, sentindo a vibração dela e  ascendendo incensos de sandalo ia  visualizando alegria e felicidade para aquela família que estava para chegar!

Assim… cortei o cordão umbilical e fui para o Hotel encontrar nossa tribo querida,  embaixo de uma arvore majestosa,  aonde comidinha caseira se encaixava  entre risos e conversas alegres  numa noite azul anil  que nos abraçava e nos iluminava com suas milhares de estrelas!

Muitos beijos coloridos e saltitantes, Neza

 

 

Luciano Huck me apresentando para a Marlene e sua família…

 

 

 

 

 

Fernando Maluhy nos ouvindo e depois Carina e eu morrendo de rir ao perceber que com nossa loucura pelos tecidos maravilhosos estávamos deixando nossos atendentes doidos!

 

 

 

 

Carina e eu concentradas na Tok Stok …

 

 

Cartela de cores, um tonico para a vida!!!!

 

 

Flavinha a todo vapor… foto do Serginho indo para o lugar dela… tudo se movimentando!

 

 

Maringá no comando do jardim de ervas, frutíferas e flores …  Lindo, útil e cheiroso!

 

 

Verena Matzen em plena ação!

 

 

 

Como eu falei… ninguem ficava parado!

 

 

Em primeiro plano está o  arquiteto Rafael com o Bom-Bom e logo atrás de camisa verde o Jorge Afonso.

 

 

 

Ninguém ficava parado e todo mundo trabalhava com alegria!

 

 

 

Todo mundo a milhão mas sem stress ….

 

 

 

Flavinha e Dani organizando no mundo virtual  e ao mesmo tempo no mundo real.

 

 

 

Vanessa em primeiro plano e eu ali atrás saindo para almoçar com a galera toda!

 

 

 

Volta do almoço ,  enquanto resolvemos detalhes do jardim , Leo direciona sua equipe de filmagem!

 

 

 

Montando o atelier de costura …

 

 

 

Suvinil para lá … Suvinil para cá…  colorindo … indo ….lindo !

 

 

 

Dani, Rayane , Flavinha, Carina e Luli , minha família Home suite Home  :)

 

 

Leo me dirigindo!

 

 

 

 

Assim … um suave sorriso aparecia em meus lábios desenhando aquela alegria inabalável e sem nenhum esforço eu percebia minha mente contente que silenciosamente observava a natureza!

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 20 de março de 2013

A Partida

Como é delicado o momento da passagem, de nossa partida desta vida!

Esta é a segunda vez que compartilho da partida de alguem super importante da minha vida. A primeira vez  foi com minha tia Helena, que de certa forma teve o papel de minha mama de coração e agora de  minha mãe de sangue .

Como é delicado este momento e ao mesmo tempo tão forte de ser vivido. Estive com minha mãe por todo sábado e na verdade me deletei com algum tempo que tivemos sózinha que jamais esquecerei. Todos se foram do hospital e só sobrou eu e ela. Fico pensando naqueles momentos e por incrivel que pareça sei que foram os melhores momentos que já tive com ela em toda nossa vida. Foram profundos … poéticos em alguns segundos e difíceis em outro mas completamente verdadeiros… puros!

Sempre fui liberta, independente … mas hoje, ali, vivendo aquele momento intenso com minha mãe percebi o quanto me sentia confortável em te-la viva lá em sua casa, sabia que se nada desse certo … ela estaria sempre lá, e me apoiaria.

É uma sensação egoísta que se fantasia de amor mas na verdade não passa de pura imaturidade. Parece que enquanto a tivermos vivas podemos nos manter filhas , crianças… imaturas!

Hoje, percebi que ela precisava da minha força, da minha capacidade criativa, de meu amor, de minha espiritualidade, de minha maturidade…. a sensação que tinha é que a cada crise de pavor dela em encarar a morte eu tinha que ter uma carta no bolso do colete e rapidamente usa-la.

Mas de verdade, percebi que  o que ela precisava mesmo era da minha presença, do meu amor. Ela se tornou a criança e eu a adulta , que tinha clareza e podia ajuda-la a compreender e aceitar que a hora de dizer adeus à vida chegara.

Ajudá-la a se desapegar daquele corpo doente e cansado e ter coragem de encarar com fé que estava apenas se despedindo desta vida e se preparando para uma nova jornada. Acredito em tudo que falava mas tambem percebo como não estamos preparados para partir.

Fiquei ali, sózinha com ela … me deitei ao seu lado como nos filmes… segurando sua mão e chorei ! Chorei de amor , de emoção daquilo que estava vivendo de poético e lindo, não de tristeza.

Fiquei ali sentindo sua respiração, de mãos dadas… olhando pela janela o por do sol quente de verão e o frescor da noite se instalando suavemente… podíamos ouvir os sapos, passarinhos e o som das motos e carros , como se nada estivesse acontecendo.

Achei esse texto nos meus rascunhos e resolvi abrir para todos voces , quem sabe nåo ajuda alguem nesse exato momento?

Com amor, Neza

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Feriado! A Paz e a alegria estão dentro de nós mesmos.

Hoje… sábado  chuvoso espremido entre um  feriado ensolarado e um domingo que pode surpreender… se as expectativas forem zero!!!!

Passar o feriado em casa, em uma cidade como  São Paulo, pode ser   prazeroso  por vários motivos,  como viver um momento inédito da cidade com a energia tranquila, transito fluído,  menos pessoas estressadas e a sensação que a cidade é nossa.

Saber que cinemas com filmes novos e maravilhosos estão ali a nossa espera; restaurantes de ambientes aconchegantes, clássicos ou modernos e cardápios variados de  boa comida a escolher em inúmeras opções; arte e cultura por toda parte além do aconchego do nosso lar!

Fico pensando nisso tudo e em quantas possibilidades tenho para o dia de hoje e aqui na varanda, olhando para um jardim viçoso  que agradece a chuvinha, escolho escrever!

 

 

Assim, ao lado de meu amado parceiro que trabalha em uma nova idéia e nossos cães jogados aos meus pés como tapetes peludos e macios… tudo me envolve ao som de Vivaldi!

Me sinto plena e percebo que este estado tem muito a ver com a total falta de expectativa.

Me sinto livre  e tranquila na mente e aceito o que a vida me oferece. Vivo o agora.

Quando não criamos expectativas,  acredito que abrimos o campo de todas as possibilidades no Universo e muitos ensinamentos nos presenteiam, se estivermos presentes e alertas, entramos em harmonia com o poder e a inteligência da própria vida.

Estar presente e alerta na vida, começa em nós mesmos, na nossa mente. Se queremos realmente mudar nossas vidas, precisamos começar em algum momento e por que não neste  momento?

Tomar consciência de nossos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos.

Assim… percebo o quanto a  rigidez, a inflexibilidade nos impede de aproveitar os presentes que o Universo nos envia.

Estar aberto a todas as possibilidades com clareza mental é um exercício forte e diário na resignacão e hoje enxergo claramente o quanto a resignacão é prazerosa, libertadora e sábia.

Quando trabalhamos arduamente rumo a abertura de consciência, a clareza mental vai surgindo e uma vida nova e muito melhor também vai surgindo, e  assim vamos compreendendo que tudo está em nossa mente, ou seja, só depende da gente a nossa condição de vida.

As nossa escolhas… olho para o passado e vejo quantas escolhas erradas eu fiz, ou por que era jovem demais, orgulhosa demais, impetuosa demais, carente demais!!  Escolhas vinculadas na emoção.

Mas também vejo as escolhas corretas que fiz… e todas elas ou foram pela intuição do coração que não deve ser confundida com a emoção; pelo meu bom karma de nascimento (sorte)  e pela  mente consciente de sua força tanto pelo positivo ou negativo, pela clareza mental que vamos ganhando durante a experiência  intensa de  uma vida dedicada a busca do auto-conhecimento.

Acredito que tendo a clareza do quanto desperdiçamos de tempo em alegrias instantâneas que só nos enganam e nos devolvem o que é superficial já estamos abrindo a nossa consciência.

Outro dia uma amiga e parceira de trabalho a  qual eu  vejo como um presente no meu caminho espritual me fez uma pergunta simples mas que me fez pensar muito no agora e foi de enorme valia pois percebi que desde aquele dia muita transformação ocorreu em mim.

A pergunta parece simples mas me  atingiu profundamente  trazendo luz na minha busca.

Me disse: ” Por que voces  sempre falam, no futuro? ”

Hoje, eu sei por que .

O passado já passou, não temos nada a fazer para muda-lo mas o futuro sim, depende de nossas ações de AGORA, desse momento presente!

Por que nós passamos a maior parte de nossas vidas pensando no passado  e fazendo planos para o futuro. Ignoramos ou negamos o presente e adiamos nossas conquistas para algum dia distante, quando conseguiremos tudo o que desejamos e seremos, finalmente , felizes!

Mas se a gente quer mesmo mudar a nossa vida , a hora é agora!

Com meu amor de sempre, Neza

 

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